Albert Mendonça
CIRURGIA PLÁSTICA

Otoplastia
(cirurgia estética das orelhas)

Orelha em abano é um defeito congênito, de característica familiar, geralmente bilateral, cujas alterações consistem em um aumento do ângulo (abertura da orelha) em relação à cabeça e alterações de alguns relevos da orelha. A cirurgia se propõe a modelar a cartilagem auricular sem aumentar o tamanho das orelhas.

A idade ideal para a correção deste tipo de alteração é a pré-escolar, ou seja, dos cinco aos sete anos de idade. nesta idade as orelhas já estão totalmente formadas e no tamanho de adulto e também para evitar problemas de ordem psicológica. Nada impede que tal correção seja feita em outras fases posteriores da vida.

Esta cirurgia é realizada sob anestesia local e sedação ou geral (quando a criança é de baixa idade) recomendamos a anestesia geral para conseguirmos a devida imobilização do(a) paciente.

As cicatrizes deste tipo de cirurgia são geralmente imperceptíveis em razão de se localizarem atrás das orelha. Como toda cirurgia, as particularidades existem e também as maneiras específicas de tratá-las. Em situações especiais incisões anteriores nas orelhas (futuras cicatrizes) poderão ser necessárias para cuidar destas peculiaridades.

As cicatrizes também podem evoluir mal, dependendo de cada organismo.

Recomendações gerais para as cirurgias: não usar, por 2 semanas antes medicamentos à base de AAS, anticoagulantes, corticóides de uso prolongado ou medicamentos para emagrecer. Abstinência do fumo por 30 dias antes da operação; não usar cremes ou maquiagem faciais a partir da véspera da cirurgia; jejum de acordo com a recomendação médica; comunicar ao seu médico qualquer anormalidade.

Geralmente os resultados são muito bons, mas é importante salientar que quase sempre a orelha direita é diferente da esquerda e, assim, alguma assimetria poderá existir após a cirurgia não sendo decorrente do procedimento, mas sim do próprio formato assimétrico das orelhas antes da cirurgia, bem como de alterações do contorno ósseo do crânio, que podem projetar as orelhas de forma diferente.

Intercorrências:

São: Equimoses (manchas roxas na pele), edema (inchaço), pequenos hematomas que podem drenar espontaneamente ou necessitar drenagem cirúrgica, eliminação de pontos internos (por volta de 3 semanas), deiscência de pontos (abertura do corte), etc. Outras intercorrências indesejáveis e mais complexas, que felizmente são raras: infecção, grande deiscência de pontos, necrose parcial ou total da pele das orelhas, grandes hematomas que precisam ser drenados e as intercorrências pertinentes a qualquer procedimento cirúrgico. A recidiva da orelha em abano é uma condição pouco comum, mas que pode ocorrer, dependendo da técnica operatória empregada e dos cuidados pós-operatórios seguidos pelo cliente.

O(a) paciente deve estar ciente que a cirurgia plástica, mesmo a estética, envolve obrigação de meios, segundo resolução 1621/2001, artigo 4º do Conselho Federal de Medicina.

IMPORTANTE: Resultados definitivos somente devem ser considerados após 12 meses da cirurgia. As cirurgias de retoques, quando necessárias, serão aconselhadas pelo cirurgião, devendo-se respeitar o tempo necessário para a adequação dos tecidos e acomodação das cicatrizes. Quando realizadas em momento inoportuno, podem não alcançar os resultados desejados. Os retoques não significam incapacidade técnica mas sim uma revisão cirúrgica para se alcançar resultados ainda melhores. Os custos destes possíveis retoques serão cobrados somente em relação às despesas hospitalares do anestesista e instrumentadora. Não serão cobrados honorários da equipe cirúrgica desde que estes retoques sejam realizados no período sugerido pelo cirurgião.

Para fins de honorários, será considerado retoque, todo procedimento indicado pelo seu cirurgião seguinte à primeira cirurgia, num período subseqüente de 12 meses. Após este período, qualquer intervenção cirúrgica será considerada como um novo procedimento, independente do primeiro, mesmo que nas mesmas áreas.

Orientações Pós-Operatórias
Otoplastia

  • Nas primeiras 2 a 3 semanas as orelhas ficam bem inchadas e um pouco mais sensíveis. È sempre bom lembrar que o nosso organismo necessita de algum tempo para se recuperar do trauma cirúrgico.
  • Após cerca de 1 mês, já é possível fazer uma melhor avaliação dos resultados, apesar do processo cicatricial ainda não estar completo.
  • Durante 3 meses, recomendamos o uso de uma faixa de proteção (que deverá ser usada 24 horas por dia no primeiro mês, e após este período quando estiver em casa e à noite ao deitar) para não dobrar as orelhas, sendo isso necessário para a completa cicatrização da cartilagem.
  • Repouso de atividades físicas e limitação de movimentos bruscos e amplos.
  • Deitar com o tronco elevado por almofadas e travesseiros. Não deitar de lado ou de bruços até que seja autorizado pelo seu cirurgião. Não deitar apoiando nas orelhas.
  • Após 1 mês poderá retornar a suas atividades físicas habituais como, ginástica, natação etc.
  • Exposição ao sol com o intuito de bronzear somente será permitida após 30 dias. Até aí, pequenas caminhadas sob o sol poderão ser feitas com o uso de bloqueadores solares e chapéu.
  • O(a) paciente jamais deverá fazer compressas quentes na área operada, para melhorar o inchaço. A pele ainda estará sensível e poderá ocorrer queimadura de 3º grau.


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