Albert Mendonça
CIRURGIA PLÁSTICA

Mastoplastia de aumento
(implante de próteses mamárias)

Esta cirurgia está indicada nos casos de AMASTIA (ausência congênita das mamas), HIPOMASTIA (volume diminuído das mamas), ASSIMETRIAS (uma mama é muito menor que a outra), nos casos de volume normal, mas quando há o DESEJO de aumento volumétrico das mamas e nas RECONSTRUÇÕES MAMÁRIAS secundárias a um defeito morfológico deixado pela ressecção da cirurgia anterior.

As mastoplastias estéticas podem ser realizadas a partir do completo desenvolvimento das mamas (após 14-15 anos em alguns casos) e aguardar pelo menos 6 meses após interromper lactação para programar cirurgia.

O silicone das próteses mamárias é um polímero sintético, biocompatível, podendo também ser coberto por poliuretano. O silicone é um produto inerte e com alta segurança. Devido à sua consistência coesiva o gel de silicone não se dispersa caso haja ruptura traumática da prótese. É raro mas pode ocorrer rejeição a prótese de silicone. Também é muito importante a afirmação de que o silicone não foi associado a doenças degenerativas articulares ou ao câncer de mama nestes estudos. O que ocorre é que ele poderia dificultar a identificação de uma lesão mamária inicial, mas com o controle através da mamografia periódica e o desenvolvimento de técnicas mais avançadas de avaliação, estes problemas são contornados.

Logo após a operação pode haver uma diminuição da sensibilidade que aos poucos irá retornando ao normal. Lactação e sensibilidade podem estar comprometidas nas grandes ressecções ou ablação glandular.

As assimetrias mamárias são muito frequentes, por alteração das mamas ou do tórax . A simetria das mamas nem sempre pode ser alcançada pela cirurgia.

Na primeira consulta, a cliente avalia, juntamente com o cirurgião, os diversos volumes de próteses mamárias, adequando seu desejo às possibilidades técnicas e ao conjunto estético corporal.

As cicatrizes das mastoplastias de aumento dependerão do tipo e formato das mamas e do que se deseja com a cirurgia.

Nas mamas sem ptose (queda) associada,onde a função da prótese é apenas aumentar o volume e/ou simetrizar uma eventual assimetria, as cicatrizes poderão ficar no sulco submamário (formato horizontal) ou na transição da pele da aréola com o restante da mama, em forma semicircular. Isto dependerá da preferência e indicação do seu cirurgião.

Já nas mamas ptosadas, há que se reposicionar superiormente os tecidos após a colocação das próteses e as cicatrizes serão de acordo com a necessidade ( em “L”, “T” invertido, e ao redor da aréola), como as cicatrizes de mamoplastia convencional.

Nas cirurgias reconstrutoras, as cicatrizes seguirão o padrão da cirurgia anterior, estando de acordo com a deformidade encontrada no momento da reparação.

As cicatrizes podem sofrer um alargamento, ficarem grossas, altas e duras, formando quelóides. Estes estão relacionados à qualidade da pele e à genética da cliente e não ao modo como foi realizada a cirurgia. Se ocorrerem, seu médico lhe dará toda a orientação e tratamento adequado.

Casos de câncer de mama na família, combinados com displasia de alto risco devem ser informados.

Estas pacientes devem primeiro ir ao mastologista de sua confiança e discutir a implantação das próteses com ele.

Lembre-se das recomendações gerais para as cirurgias, como não usar, por 2 semanas antes, medicamentos à base de AAS, anticoagulantes, corticóides de uso prolongado ou medicamentos para emagrecer. Abstinência do fumo por 30 dias antes da operação; não usar cremes corporais a partir da véspera da cirurgia; jejum de acordo com a recomendação médica (10 horas antes da cirurgia); comunicar ao seu médico qualquer anormalidade ou uso recente de medicamentos, alergias medicamentosas ou alimentares e alguma outra recomendação que venha a ser pertinente. Guardar em casa objetos pessoais como jóias e bijuterias.

As mamas são incisadas de acordo com a programação prévia, dissecando-se um espaço para a inclusão das próteses. Tecnicamente, este espaço pode ser:retro glandular (logo atrás da mama), ou retromuscular (atrás do músculo peitoral maior). A localização das próteses dependerá da sua indicação clínica e será previamente discutida com você.

As intercorrências são situações que surgem no período pós-operatório e não interferem no resultado. São exemplos: equimoses (manchas roxas na pele), edema (inchaço), pequenos hematomas que podem drenar espontaneamente ou necessitar drenagem cirúrgica, eliminação de pontos internos (por volta de 3 semanas), deiscência de pontos (abertura do corte), alterações transitórias da sensibilidade etc.

A formação de uma cápsula fibrosa envolvendo as próteses é uma intercorrência indesejável que pode ocorrer. Com o advento das próteses mais modernas e de melhor qualidade, tal incidência caiu de 30% para cerca de 2% a 4 %. O nosso organismo reage de maneira a expulsar qualquer material estranho nele introduzido. Não podendo fazê-lo com as próteses, o corpo cria uma cápsula fibrosa, para isolá-las completamente do seu contato. Assim, todas as próteses são recobertas por uma cápsula de diferentes espessuras, que começa a se desenvolver após algumas semanas da cirurgia. O grau de encapsulamento é variável, podendo ir de imperceptível (não necessitando de tratamento cirúrgico) até o comprometimento das mamas com dor e deformidade. Neste extremo, o tratamento é cirúrgico com substituição ou mesmo retirada das próteses.

Outras intercorrências mais complexas, que felizmente são raras: infecção, grande deiscência (abertura) de pontos, necrose (morte) parcial ou total da pele das aréolas, grandes hematomas que precisam ser drenados e as intercorrências pertinentes a qualquer procedimento cirúrgico.

A paciente deve estar ciente que a cirurgia plástica, mesmo a estética, envolve obrigação de meios, segundo resolução 1621/2001 artigo 4º, do Conselho Federal de Medicina.

A mastoplastia de aumento, associada ou não à mastopexia, não é cirurgia para o resto da vida. A evolução normal das mastoplastias inclui um fenômeno natural das mamas chamado “báscula”, que consiste na acomodação dos tecidos mamários junto às próteses, conferindo às mamas um formato mais natural. Tal fenômeno acontece após o primeiro mês e não deve ser confundido com ptose (queda). Alguns fatores como idade, variação do peso corporal, qualidade e textura da pele, influências hormonais, gravidez, lactação, substituição adiposa das glândulas mamárias, etc. interferem na forma da mama.

Existe ainda a possibilidade da troca das próteses por outras de maior ou menor volume de acordo com a vontade da cliente ou a necessidade de adequação às novas condições das mamas. Assim, nova cirurgia poderá ser indicada quando, com o passar do tempo, estas alterações se apresentarem, alterando o formato e/ou volume mamários.

A troca das próteses mamárias, é recomendada nos casos de ruptura, deformidades morfológicas, encapsulamento severo, infecção ou desenvolvimento de doenças mamárias incompatíveis com a permanência deste corpo estranho no organismo. O controle mamográfico e cirúrgico rigorosos irá detectar estas alterações, indicando a troca. Há recomendação por parte do fabricante da troca das próteses a cada 10 anos.

Orientações Pós-Operatórias
mastoplastia de aumento

  • Repouso de atividades físicas e limitação de movimentos bruscos e amplos dos braços ( manter os cotovelos junto ao corpo).
  • Deitar com o tronco elevado por travesseiros. Não deitar de lado ou de bruços.Dormir de “barriga para cima “ durante 1 mês.
  • Banhos da cintura para baixo, sem molhar os curativos. Banhos completos só quando liberados pela médica.
  • Movimentação dos membros inferiores e pequenas caminhadas: para prevenção de tromboses e embolias.
  • O soutien deverá ser usado por um período de 30 dias, durante 24 horas por dia.
  • Não dirigir por um período mínimo de 3 semanas.
  • Não carregar peso por no mínimo 4 semanas.
  • Não fazer movimentos amplos e bruscos com os braços por cerca de 21 dias.
  • Após 30 dias, poderá retomar as atividades físicas que não solicitem os braços ou a musculatura peitoral ( como caminhadas e musculação para as pernas).Três meses depois poderá retornar às suas atividades físicas habituais .
  • Evitar exposição solar por 3 meses. Uso de protetor solar FPS 60 e esparadrapo micropore sobre as cicatrizes quando exposição.
  • Depilar as axilas somente a partir de 20-30 dias.
  • Vida sexual, com moderação estará liberada após 15 dias da cirurgia.
  • Após a retirada dos pontos ( 3 semanas) usar micropore fino ( 12,5 mm, cor da pele) sobre as cicatrizes durante 3 meses.
  • Deverá ser realizada massagem nas mamas após 15 dias da cirurgia, sendo esta auto massagem realizada no banho e previamente ensinada pelo seu médico.

OBSERVAÇÃO: Sangramentos copiosos ou variações volumétricas exageradas (aumento da mama) (na maioria das vezes unilateral) e de acontecimento súbito, acompanhados de dor, devem ser imediatamente comunicados ao seu médico. Pode se tratar de um hematoma e deve ser avaliado prontamente.



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