Albert Mendonça
CIRURGIA PLÁSTICA

Lipoaspiração / lipoescultura
(cirurgia de contorno corporal)

A lipoaspiração destina-se à remoção de gordura localizada com mínimas cicatrizes, por meio de um aparelho especial de vácuo.

A lipoescultura caracteriza a mesma lipoaspiração e a utilização da gordura aspirada para preenchimento de alguma depressão corporal (lipoenxertia).Obviamente, não é um tratamento de obesidade, devendo ser encarado como uma cirurgia de modelação ou de contorno corporal.

Não são os “quilos” retirados que definirão o resultado estético, mas sim as proporções que cada área determinada mantenha com o restante do tronco e dos membros.

As cicatrizes da lipoaspiração passam por toda a evolução normal de uma cicatriz e tendem a se tornar discretas. A “lipo” não vai corrigir flacidez de pele ou da musculatura local e, nesses casos, a remoção do excesso de gordura poderá acentuar a flacidez, já que a pele ficará sem uma boa sustentação.

Por ser um tratamento de acúmulo localizado de gordura, a lipoaspiração não deve ser encarada como uma opção entre este procedimento e a plástica de abdome. Nos casos de indicar lipoaspiração pura, não deverá haver flacidez de pele, mas somente excesso localizado de gordura em uma região com boa textura e elasticidade da pele.

Na flacidez abdominal há excesso de tecidos sem boa elasticidade da pele, sendo sua remoção a única opção ( abdominoplastia), podendo até estar associada à“lipo” de outras áreas.

Em casos de flacidez, a lipoaspiração pode ser complementada por remoção de pele flácida excedente ou o cliente deverá aceitar ficar com um grau mais acentuado de flacidez e irregularidades. Grandes lipoaspirações (megalipoaspirações) são procedimentos passíveis de maiores riscos operatórios e devem ser desaconselhados. Às vezes preferimos indicar o tratamento dividido em etapas, pensando em maior segurança para o(a) paciente. É comum o pedido do(a) paciente para retirarmos toda a gordura da região a ser tratada. Devemos esclarecer que a pele é sustentada por esta camada de gordura e que a sua total remoção poderá cursar com irregularidades da pele ou até mesmo risco de necrose (morte) tecidual. Pode ser associada a outras cirurgias, dependendo das suas dimensões e da particularidade de cada caso. Isto será esclarecido pelo seu cirurgião, ponderando as expectativas e as possibilidades técnicas.

A “lipo” não é simplesmente um tratamento de beleza. É uma cirurgia e como tal tem seus riscos, até mesmo de vida. Não há procedimento cirúrgico, mesmo que estético, sem esta possibilidade.

Esta cirurgia não apresenta maiores riscos do que as outras operações estéticas, como se costuma dizer. Recomendações gerais para as cirurgias: não usar, por 2 semanas antes, medicamentos à base de AAS, anticoagulantes, corticóides de uso prolongado ou medicamentos para emagrecer. Abstinência do fumo por 30 dias antes da operação; não usar cremes corporais a partir da véspera da cirurgia; jejum de acordo com a recomendação médica; comunicar ao seu médico qualquer anormalidade ou uso recente de medicamentos.

A anestesia comumente é a peridural com sedação, para as cirurgias no tronco e membros inferiores. Poderá ser geral ou mesmo local em casos determinados pela equipe cirúrgico-anestésica. Pode ter caráter ambulatorial (alta no dia) ou necessitar de internação por um ou mais dias. Alguns casos podem necessitar de hemotransfusão.

Deve-se usar modeladores elásticos e espumas compressoras. A compressão é importante para o controle do edema (inchaço) e remodelação corporal, somente sendo retirada para o banho. O inchaço só regride com aproximadamente 3 meses. Nas primeiras semanas ou mesmo meses, as áreas tratadas, além de estarem sujeitas a períodos de “inchaços”, poderão apresentar alguns pontos mais densos que outros. Com o decorrer dos meses, realizando-se as devidas drenagens linfáticas e os exercícios orientados para modelagem, vai-se gradativamente atingindo o resultado definitivo.

Intercorrências que ocorrem em pós-operatório: equimoses (manchas roxas na pele), edema (inchaço), pequenos hematomas que podem drenar espontaneamente ou necessitar drenagem cirúrgica, deiscência de pontos (abertura do corte), seroma (coleção de líquidos que se formam pelo grande descolamento tecidual), alterações permanentes (definitivas) ou passageiras da sensibilidade (melhoram após vários meses), infecção, transfusão de sangue, necrose parcial ou total da pele (sendo o tabagismo a principal causa), aumento da flacidez da pele na área aspirada e as intercorrências pertinentes a qualquer procedimento cirúrgico. As irregularidades de superfície podem ocorrer devido a uma má resposta retrátil da pele e à permanência de alguns volumes indesejáveis. A lipoaspiração não é cirurgia para o resto da vida. A qualidade dos resultados sofre alterações contínuas ao longo dos anos. Alguns fatores como idade, variação do peso corporal, qualidade e textura da pele, influências hormonais, gravidez, e outras interferem de forma incisiva no organismo, independentemente de ter ou não sido operado. As células gordurosas residuais (adipócitos) podem aumentar de volume quando o(a) paciente volta a ganhar peso. A não ser que este ganho de peso seja grande, mesmo que o(a) paciente engorde, são preservadas as formas. A manutenção dos resultados de uma lipoaspiração, portanto, mais dependem do(a) paciente, que será orientado a manter um programa de exercícios físicos e de controle de peso. Assim, nova cirurgia poderá ser indicada quando, com o passar do tempo, estas alterações se apresentarem, alterando o formato e/ou volume da área operada. Esta nova cirurgia não é, entretanto, um retoque da primeira. É um novo procedimento que poderá ser indicado para tratar as deformidades decorrentes dos fatores anteriormente citados.

A paciente deve estar ciente de que a cirurgia plástica, mesmo a estética, envolve obrigação de meios, segundo resolução 1621/2001, artigo 4º do Conselho Federal de Medicina.

IMPORTANTE: A lipoaspiração não faz milagres. Como qualquer tipo de cirurgia pode determinar resultados que não dependem do cirurgião. A idade, o volume de gordura a ser aspirado, a flacidez da pele e da região e a acomodação desta pele no pós-operatório podem interferir no resultado final. Uma segunda ou mesmo terceira cirurgia pode fazer parte do programa de tratamento. Resultados definitivos somente devem ser considerados após 6 a 12 meses da cirurgia. As cirurgias de retoques, quando necessárias, serão aconselhadas pelo cirurgião, devendo-se respeitar o tempo necessário para a adequação dos tecidos e acomodação das cicatrizes. Quando realizadas em momento inoportuno, podem não alcançar os resultados desejados. Os retoques não significam incapacidade técnica mas sim uma revisão cirúrgica para se alcançar resultados ainda melhores. Os custos destes possíveis retoques serão cobrados somente em relação às despesas hospitalares e de anestesista. Não serão cobrados honorários da equipe cirúrgica desde que estes retoques sejam realizados no período sugerido pelo cirurgião.

Para fins de honorários, será considerado retoque todo procedimento indicado pelo seu cirurgião, seguinte à primeira cirurgia, num período subsequente de 12 meses. Após este período, qualquer intervenção cirúrgica será considerada como um novo procedimento, independente do primeiro, mesmo que nas mesmas áreas.

Para ilustrações e outras informações, procure o sitio na internet da biblioteca América de Saúde:
http://www.fda.gov/
http://www.plasticsurgery.org/
http://www.plasticsurgery.org/

Orientações Pós-Operatórias
Lipoaspiração / Escultura

  • Banhos mornos e rápidos durante 30 dias após a cirurgia -Iniciar derenagem linfática 72 horas após a cirugia. Serão necessárias 10 a 15 sessões em média, podendo variar para mais ou menos dependendo da sua evolução ( característica particular de cada paciente) -Use malha e espuma durante 30 dias. Espere autorização para sua retirada.
  • Realize pequenas caminhadas já no dia seguinte da cirurgia; e faça movimentação e massagem dos membros inferiores e pés logo após a cirurgia, para prevenir possíveis casos de trombose.
  • Ao assentar, não dobre agudamente sobre a área operada, evitando comprimi-la.
  • Há um escape habitual de sangue pela ferida no pós-operatório.
  • Após 24 horas de cirurgia já é permitido dirigir e trabalhar sem grandes esforços. -Se houver enxertia de gordura ( preenchimento) não comprimir a região durante 60 dias.
  • Após 45 dias poderá retornar a suas atividades físicas habituais como ginástica geral, abdominal e natação. Elas irão ajudar na conservação dos resultados.
  • Exposição ao sol com o intuito de bronzear somente será permitida após 30 dias, com autorização médica. Até aí, pequenas caminhadas sob o sol poderão ser feitas com o uso de bloqueadores solares.
  • Vida sexual, com moderação estará liberada após 8 dias da cirurgia.
  • O(a) paciente jamais deverá fazer compressas quentes na área operada, para melhorar o inchaço. A pele ainda estará sensível e poderá ocorrer queimadura de 3º grau.
  • Os retornos para a retirada de pontos e avaliação pós-operatória serão feitos com 8 dias da cirurgia ( em média) , e retornos adicionais a critério da cirurgiã ( todos os retornos devem ser cumpridos para uma boa recuperação e avaliação dos resultados).


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